sexta-feira, 18 de maio de 2012

Capítulo 10 - A surpresa de Lumari.

Lumari bateu a porta de Kawl no final da tarde.
O general abriu curioso. Não era comum receber visitas naquele horário.

- Yo, Lumari. Que surpresa agradável, veio para o chá? - Perguntou com um sorriso faiscante.
- Desculpe, mas preciso que faça uma pesquisa importante pra mim. - Respondeu Lumari com seu habitual jeito direto.
- Sobre o que? - Kawl se afastou para que Lumari entrasse.
- Eu tenho uma nova aluna, assim como Zero. Eles vieram do mesmo mundo.
- O que te intriga? - Kawl fechou a porta e sentou-se em uma poltrona de aparência confortável na sala de estar.
- Eu estava treinando ela, fui surpreendida. - Lumari não se sentou, parecia irritada.
- Você? Surpreendida? - Perguntou Kawl incrédulo.
- A menina tem outra personalidade e essa personalidade se chama Luna. Ela tem magia muito poderosa, quase ao meu nível. Mas ela não tem o controle suficiente. Se não fosse por isso: Acho que ela me ultrapassaria.
- Isso é realmente interessante. - Respondeu Kawl interessado.
- Luna tentou me matar, disse que eu sabia onde estava o tesouro de seu pai. Queria arrancar de mim uma informação impossível. Queria saber o que pode me dizer sobre esse tesouro.
- Isso tudo é muito interessante, mas o que o novo pupilo do Zero tem a ver com isso?
- Ela citou “O filho de Sekhmet” e se referiu a ele como Ark. Ark é o nome da personalidade assassina do menino.
- Eles estão relacionados? - Kawl ajeitou o óculos, pensativo.
- Sinceramente, Kawl: Essa história toda está me saindo uma enorme dor de cabeça. Eu tive que aprisionar Luna. Eles com certeza se conhecem.
- O que fez com a garota?
- Aprisionei ela em uma pedra e coloquei um cordão de prata. Dei para a dona original do corpo, afinal é parte dela.
- Uma boa decisão. Talvez o Zero devesse fazer o mesmo.
- Zero é cabeça dura, talvez quando amadurecer ele se torne mais sábio. - Comentou Lumari irritada.

Uma batida suave na porta fez Kawl franzir a testa. Mais visitantes. Abriu a porta cauteloso e foi surpreendido por Zero.

- Você deveria saber que não vou chegar aos cento e trinta anos. - Falou Zero insolente, olhando diretamente para Lumari. O rapaz sempre tivera uma excelente audição. Lumari tinha realmente essa idade. A mulher tinha parentesco com elfos e sua vida chegaria até os novecentos ou mil anos. Já Zero era um descendente de famosos guerreiros, caçadores de dragões e especialistas em armas. Tinha vinte e dois anos. Não era humano, mas o máximo que poderia chegar em matéria de idade seria uns noventa anos.
- É a dura realidade, mas você está menosprezando seus deveres com Zeal por um capricho tolo. - Zero cerrou os olhos por um instante, mas sua expressão voltou a ser séria quase imediatamente. Estava furioso.
- Eu sei dos meus deveres com Zeal, não preciso ser lembrado. - Comentou com olhar relaxado, como se nada tivesse acontecido.

Kawl olhou de um para o outro e riu.

- Se não fosse a diferença de idade eu poderia jurar que vocês formariam um belo casal.
- Eu realmente nunca entendi seu senso de humor. - Comentou Zero com desprezo. - Já que Lumari está aqui eu presumo que ela te atualizou alguns detalhes sobre a dupla que recebemos em Zeal. Tem alguma informação sobre os poderes dos dois?
- Bem, vamos aos negócios então. Lumari falou algo sobre Sekhmet. Se eu não estiver errado ela é uma deusa de um povo bem antigo, egípcios.
- O que eles são? - Perguntou Zero.
- Os egípcios são humanos. - Respondeu Kawl.
- Simples humanos não tem tamanho poder. - Comentou Lumari pensativa.
- Como eu disse, ela é uma deusa dos humanos egípcios em vários mundos. Acredito que eles tenham sangue desses deuses.
- Isso é impossível. Deuses não se materializam, principalmente em mundos onde nem mesmo a magia existe. - Lumari falou mais para si mesmo do que para Kawl, que sorriu.
- Você sabe mais sobre magia do que eu, Lumari. Mas deuses são adorados por serem seres de outro mundo com aspectos únicos. Isso quer dizer que eles são outra raça, de outro mundo. Talvez os humanos de onde os garotos vieram tenham achado um meio de se comunicar verdadeiramente com seus deuses, sendo eles uma raça poderosa de outro mundo.
- O que mais pode me dizer sobre a Luna? - Perguntou curiosa.
- Eu preciso ir na biblioteca, mas o que posso te adiantar que Luna como você mesma sabe significa "lua". Se ela pertence à família dos deuses egípcios então é algum deus relacionado com a lua. 


No dia seguinte Kawl procurou em várias bibliotecas sobre os deuses egípcios. Achou uma coleção de pergaminhos amarelados e gastos pela ação do tempo.
Pelos dados que Lumari e Zero tinham passado sobre seus novos alunos ele começou a fazer anotações.

2 comentários:

  1. ta demaaais ,ja pode postar os outros capítulos já u.u
    divino *---* vai escrever bem assim la na china
    vc é 10 menina.

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